CAMPANHA DO IDEC: PUBLICIDADE QUE ADOECE

A publicidade está presente em todos os momentos do nosso dia. Seja nas redes sociais, nos aplicativos, na televisão e até nos conteúdos consumidos por crianças e adolescentes. Mas o que acontece quando essa publicidade promove produtos que contribuem para o aumento de doenças e hábitos prejudiciais à saúde?

 

É esse o alerta da campanha “Publicidade que Adoece”, promovida pelo Idec em parceria com a ACT Promoção da Saúde, a FIAN Brasil e o Instituto Desiderata e veiculada nos meses de junho e julho últimos. A iniciativa defende a regulação da publicidade de produtos alimentícios ultraprocessados, especialmente aquela direcionada ao público infantil e jovem, e buscou conscientizar a população sobre os impactos dessas estratégias de comunicação na vida das pessoas.

 

Os números são preocupantes. Segundo dados da Fiocruz/American Journal of Preventive Medicine, o consumo de ultraprocessados está associado a 68 mortes por dia no Brasil. Além disso, uma pesquisa do Idec em parceria com a Unicef mostra que 90% dos comerciais de alimentos e bebidas exibidos na TV aberta apresentam ao menos um produto ultraprocessado. Dados do Unicef mostram que as crianças e adolescentes são expostos três vezes por hora, em média, ao marketing de produtos alimentícios, o que inclui ultraprocessados.

 

A campanha também chamou atenção para práticas consideradas enganosas ou abusivas, como destacar ingredientes saudáveis presentes em quantidades mínimas ou utilizar elementos que induzam crianças ao consumo. No Brasil, a publicidade direcionada ao público infantil é considerada abusiva pela legislação de defesa do consumidor, justamente por se aproveitar da vulnerabilidade das crianças.

 

Criada pela agência Moringa, a campanha “Publicidade que Adoece” foi veiculada nas praças de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. A estratégia contemplou mídia online e programática, além de inserções em TV por assinatura e mídia OOH (Out of Home), ampliando o alcance da mensagem e o debate sobre os impactos da publicidade de ultraprocessados na saúde da população. A iniciativa também conta com uma plataforma digital, onde consumidores podem conhecer mais sobre o tema e declarar seu apoio à regulamentação da publicidade desses produtos por meio de assinatura no site https://publicidadequeadoece.org.br/#cadastre-se

 

Com o lema “Se faz mal para a saúde, deve ser regulamentado”, a mobilização buscou ampliar o debate público sobre a responsabilidade das empresas e a necessidade de políticas que protejam consumidores, especialmente crianças e adolescentes, da influência excessiva da publicidade de ultraprocessados. “A falta de regulação da publicidade de ultraprocessados limita a capacidade das pessoas de fazerem escolhas verdadeiramente livres e informadas. Então, trata-se de uma pauta de saúde pública e do direito à informação adequada para que cada pessoa possa fazer escolhas alimentares mais conscientes”, comenta Laís Amaral, coordenadora do Programa de Alimentação Saudável e Sustentável do Idec.

Fonte: Assessoria de Imprensa Idec

Fernanda Dabori | +55 11 99211-5097 Idecfernanda.dabori@advicecc.com

 

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