As mudanças do clima já produzem efeitos diretos sobre a alimentação, os sistemas alimentares e a sustentabilidade ambiental, afetando a produção, a disponibilidade e o acesso aos alimentos, além de ampliar desigualdades socioeconômicas e riscos à saúde da população.
Esse é o tema central da Nota Técnica “A Mudança do Clima na Alimentação e Nutrição: diálogos entre a atuação e a formação profissional”, elaborada pelo Conselho Federal de Nutrição (CFN). O documento reúne evidências científicas e apresenta orientações para fortalecer a atuação de nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética diante dos desafios impostos pela emergência climática.
A publicação destaca que eventos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor, já impactam a produção de alimentos, comprometem cadeias de abastecimento e podem agravar situações de insegurança alimentar e nutricional, especialmente entre populações em maior situação de vulnerabilidade.
A nota técnica também fala sobre:
* Sistemas alimentares e soluções para a crise climática;
* A forma como os alimentos são produzidos, distribuídos e consumidos, que pode agravar ou contribuir para enfrentar o problema;
* Direito Humano à Alimentação Adequada e à Segurança Alimentar e Nutricional.
Eixos estratégicos de ação:
* Fortalecimento de políticas públicas
* Incentivo à agricultura familiar e à agroecologia;
* Promoção da educação alimentar e nutricional baseada em evidências;
* Redução de perdas e desperdício de alimentos;
* Fortalecimento dos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional
* Estímulo a padrões alimentares mais saudáveis e sustentáveis.
Papel estratégico dos profissionais da Nutrição:
Nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética atuam em diferentes espaços institucionais e territoriais, contribuindo para qualificar políticas públicas, orientar práticas alimentares e fortalecer ações intersetoriais voltadas à promoção da saúde e da sustentabilidade.
“A nota técnica posiciona a Nutrição como um campo estratégico entre as profissões da saúde, ao reforçar e consolidar a relevância desse debate para a segurança alimentar e nutricional e para o fortalecimento dos sistemas de saúde”, afirma o nutricionista e diretor do CFN, Fernando Nunes.
A Nota Técnica do CFN pode ser lida na íntegra na aba Impactos na Segurança Alimentar do Observatório da Higiene Alimentar (https://higienealimentar.com.br/impactos-na-seguranca-alimentar/ )
Serviço:
O CFN vai promover uma série de webinários temáticos para debater os principais pontos abordados na nota técnica e ampliar o diálogo com profissionais, pesquisadores e a sociedade.
Fonte: Kamila Aleixo
(61) 99593-0770 (somente WhatsApp)
Rafael Ortega
(61) 3225-6027
Documento reúne evidências científicas e orientações para fortalecer a atuação de nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética diante dos desafios da emergência climática.
As mudanças do clima já produzem efeitos diretos sobre a alimentação, a saúde e os sistemas alimentares, afetando a produção, a disponibilidade e o acesso aos alimentos, além de ampliar desigualdades sociais e riscos à saúde da população. Diante desse cenário, torna-se cada vez mais necessário integrar as agendas de alimentação, Nutrição, saúde e sustentabilidade na construção de respostas para a emergência climática.
Esse é o tema central da Nota Técnica “A Mudança do Clima na Alimentação e Nutrição: diálogos entre a atuação e a formação profissional”, elaborada pelo Conselho Federal de Nutrição (CFN). O documento reúne evidências científicas e apresenta orientações para fortalecer a atuação de nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética diante dos desafios impostos pelas mudanças do clima.
A publicação destaca que eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor, já impactam a produção de alimentos, comprometem cadeias de abastecimento e podem agravar situações de insegurança alimentar e nutricional, especialmente entre populações em maior situação de vulnerabilidade social.
Sistemas alimentares e soluções para a crise climática
A Nota Técnica também chama atenção para o papel dos sistemas alimentares nesse contexto. A forma como os alimentos são produzidos, distribuídos e consumidos pode tanto contribuir para o agravamento da crise climática quanto integrar as soluções necessárias para enfrentá-la.
Por isso, o documento reforça a importância da transição para sistemas alimentares saudáveis, justos e sustentáveis, alinhados ao Direito Humano à Alimentação Adequada e à Segurança Alimentar e Nutricional.
Para orientar essa agenda, o CFN apresenta sete eixos estratégicos de ação, que incluem o fortalecimento de políticas públicas, o incentivo à agricultura familiar e à agroecologia, a promoção da educação alimentar e nutricional baseada em evidências, a redução de perdas e desperdício de alimentos, o fortalecimento dos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional, a incorporação do tema na formação profissional e o estímulo a padrões alimentares mais saudáveis e sustentáveis.
Papel estratégico dos profissionais da Nutrição
O documento também destaca o papel estratégico dos profissionais da Nutrição na promoção da saúde e na construção de sistemas alimentares mais resilientes às mudanças climáticas. Nutricionistas e técnicos em nutrição e dietética atuam em diferentes espaços institucionais e territoriais, contribuindo para qualificar políticas públicas, orientar práticas alimentares e fortalecer ações intersetoriais voltadas à promoção da saúde e da sustentabilidade.
Como parte das ações de divulgação e aprofundamento do tema, o CFN realizará uma série de webinários temáticos para debater os principais pontos abordados na Nota Técnica e ampliar o diálogo com profissionais, pesquisadores e a sociedade.
Com o tema ”Emergência Climática e Sistemas Alimentares Saudáveis:
Evidências Científicas e Compromissos Institucionais”, o primeiro episódio acontece no dia 18 de março, das 18h às 20h e será transmitido pelo canal do CFN no Youtube.
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Fonte: CFN – Conselho Federal de Nutrição