Lançado em fevereiro o Protocolo Brasil Sem Fome é uma nova estratégia do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome para localizar e atender brasileiros que ainda não tem acesso garantido a pelo menos três refeições diárias. O diferencial do novo protocolo é a integração prática entre o Sistema Único de Saúde (SUS), o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan).
A secretária extraordinária de Combate à Pobreza e à Fome, Valéria Burity. definiu o Protocolo Brasil Sem Fome como um guia operacional para integrar políticas públicas. “É como se fosse um caminho, que mostra as ferramentas que a gente vai usar para encontrar pessoas em situação de insegurança alimentar, porque o ministro Wellington Dias diz que tiramos o Brasil do Mapa da Fome e agora vamos tirar a fome do mapa do Brasil”, contou.
O Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU em 2025. No entanto, Valéria Burity ressaltou que a redução dos índices não significa o fim do problema e que a nova missão é a busca ativa por quem ainda precisa de ajuda. Para isso, o Governo do Brasil conta com o apoio dos governos locais. “Todos os municípios podem conhecer o protocolo, a gente vai ter cursos que vão ficar disponíveis no nosso site para os gestores conhecerem, aplicarem esse protocolo. A gente consegue conversar com esses municípios, orientar como é que eles podem usar essa estratégia”, explicou.
Inicialmente, para tornar o atendimento mais eficiente, o governo priorizará, com apoio técnico, 500 municípios que concentram os maiores riscos de insegurança alimentar. A secretária esclareceu que a estratégia de foco é fundamental para atingir os casos mais complexos e históricos do país. “Quando a gente reduz muito o número de pessoas em situação de insegurança alimentar, a gente de fato precisa ter estratégia de focalização”, disse.
A integração do SUS, SUAS e Sisan deve permitir que um diagnóstico de desnutrição em um posto de saúde, por exemplo, se torne automaticamente uma porta de entrada para programas de renda. “O SUS é um parceiro vital devido à sua presença em quase todo o território nacional. No postinho, na unidade de saúde, na casa da pessoa, eles vão identificar e, a partir dessa identificação, a gente cruza com o Cadastro Único e prioriza essa família no ingresso às políticas públicas, como o Bolsa Família, o acesso a Cozinha Solidária, a um Restaurante Popular”, detalhou.
Para que municípios e estados recebam apoio técnico da União na implementação dessa rede, é necessário cumprir requisitos formais, como a adesão ao Sisan. A secretária de combate à pobreza e à fome reforçou que o suporte federal depende da mobilização das esferas locais. “É muito importante que os municípios entendam que eles vão ter apoio se o seu estado tiver aderido ao Protocolo Brasil Sem Fome”, completou.
Fonte: Assessoria de Comunicação MDS, fev/2026