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5 de Novembro de 2018

Semana reforça a necessidade de combater a perda e o desperdício de alimentos

Ferramentas como os Bancos de Alimentos ajudam a redistribuir produtos que antes seriam jogados fora para entidades socioassistenciais

Brasília – A partir desta segunda-feira (5) até sábado (10), o governo federal promove a Semana Nacional de Conscientização sobre Perdas e Desperdícios de Alimentos, com participação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Diversas atividades, entre elas uma audiência na Câmara dos Deputados sobre projetos de lei em tramitação no Congresso, serão promovidas para mostrar a importância da política de redução de desperdício no país.

No Brasil, segundo dados das Nações Unidas, 26,3 milhões de toneladas de alimentos foram perdidas em 2013. Produtos como arroz, milho, tomate e cebola figuram entre os menos aproveitados no país. Uma das principais ferramentas para combater a perda e o desperdício de alimentos no Brasil são os Bancos de Alimentos. São 208 unidades públicas e privadas que auxiliam na alimentação de aproximadamente 14 mil entidades socioassistenciais.

Para a diretora de Estruturação e Integração dos Sistemas Públicos Agroalimentares do MDS, Patrícia Gentil, os Bancos de Alimentos permitem a entrega de mantimentos, que seriam desperdiçados, a grupos mais vulneráveis da população. “Precisamos atuar no processo produtivo e na forma de utilização dos alimentos pelas famílias, porque o desperdício também acontece dentro de casa ou nos restaurantes. É uma agenda que engloba toda a população, então, é preciso que as pessoas se conscientizem sobre o tema”, avalia.

Um exemplo de atuação é o do Banco Municipal de Alimentos Herbert de Souza, de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, que atende pouco mais de 3,5 mil pessoas em insegurança alimentar nas 23 instituições do município e da região. Por mês, cerca de oito toneladas saem do banco de alimentos diretamente para as entidades socioassistenciais cadastradas nos Conselhos Municipais de Assistência Social e de Segurança Alimentar e Nutricional. Os doadores de alimentos são redes de supermercados da cidade.

Impacto - Para o secretário de Assistência Social e Direitos Humanos de Niterói, Alexandre Costa, responsável pelo Banco de Alimentos, a unidade tem um impacto considerável no funcionamento das entidades. “Temos instituições que são creches, privadas e comunitárias, que conseguem atender mais crianças com a nossa atuação.” O trabalho se estende para a área da cultura - os eventos que são realizados nos espaços públicos também arrecadam alimentos, que vão diretamente para o Banco de Alimentos.

Em Niterói, além da doação, o Banco de Alimentos oferece cursos de Educação Alimentar e Nutricional e de aproveitamento integral de alimentos. Os cursos são fruto de uma parceria com uma universidade particular da cidade e são ministrados pelos alunos do curso de Nutrição. Participam da capacitação os funcionários do Banco de Alimentos, da secretaria e pessoas atendidas nas entidades.

“É primordial a atuação do Banco de Alimentos. Em dois sentidos: primeiro, estamos alertando e fazendo campanhas contra o desperdício de alimentos. Segundo: é importante para o atendimento de pessoas menos favorecidas, para que elas consigam ter uma alimentação mais saudável”, ressalta Costa.

Fonte: MDS