(15) 3527-1749 - fax: (15) 3527-1749
6 de Outubro de 2017

Presidente da ANM informa que pesquisa de Aderbal Sabrá sobre alergia alimentar como causa de autismo é inédita em todo o mundo

A Academia Nacional de Medicina (ANM) realizou um ‘Simpósio sobre alergia alimentar e transtorno do espectro autista’.

O simpósio foi coordenado pelos acadêmicos da ANM Aderbal Sabrá (professor de Medicina da Unigranrio), com pós-doutorado em gastroenterologia pediátrica em Denver, Colorado e imunologia pela Georgetown University, Washington.DC. (ambos nos EUA), José Carlos do Vale, médico oncologista de renome nacional, e pelo presidente da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva, psiquiatra de renome internacional.

Jorge Alberto Costa e Silva, presidente da ANM, constata em plenário que pesquisa do cientista Aderbal Sabrá é pioneira em todo o mundo.

“O trabalho aqui apresentado pelo professor Aderbal Sabrá é pioneiro no mundo, porque tem informações muito importantes sobre o papel da alergia alimentar, com ênfase no aparelho digestivo e nos intestinos, nosso segundo cérebro, pela quantidade de 100 milhões de neurônios que contém. Seu trabalho dá ênfase na conexão intestino-cérebro, com desenvolvimento do autismo. Caso sejam tomadas medidas de intervenção sobre o problema do autismo, a exemplo do que vimos com as pesquisas apresentadas por Aderbal Sabrá, o caminho para remissão dessa doença conta com apoio da ANM, que entende que esse problema deve ser combatido o mais cedo possível, evitando-se distúrbios e comprometimentos mais sérios da criança. Sabrá abre novos caminhos a respeito de alergia alimentar e seu papel em torno do conhecimento da etiopatogenia de doenças do sistema nervoso central, ou seja, um futuro promissor também para outras doenças do sistema nervoso central”, disse o renomado presidente da ANM.

Autismo pode ter remissão quando medidas importantes são tomadas logo na primeira infância.

As presenças de conferencistas como Luiz Werber Bandeira (Santa Casa), Enrique Covarrubias Loayza (Peru), Ana Beatriz Muñoz Urribarri (Peru), Luciana Corsini (Unigranrio), Selma Sabra (UFF) e Juan Rivera (Peru), além de médicos, pesquisadores, professores, estudantes de medicina e pais de pacientes representaram um testemunho importante rumo ao reconhecimento científico dos trabalhos apresentados, de que autismo pode ter remissão quando medidas importantes são tomadas logo na primeira infância. As conferências mostraram que há evidências de que alergia alimentar provoca doenças comuns em todos os órgãos e sistemas do corpo humano levando, também, ao autismo, a partir da infância.

Presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), pesquisadores, médicos brasileiros e peruanos aprovam trabalho desenvolvido por Aderbal Sabrá.

O Acadêmico e presidente da ANM, Jorge Alberto Costa e Silva, chamou a atenção dos presentes para o pioneirismo do trabalho científico desenvolvido pelo acadêmico Aderbal Sabrá, que cria um novo paradigma no tratamento dos autistas, abrindo novos horizontes para o tratamento também de outras doenças do sistema nervoso central, aspecto que sempre esteve em pauta nos trabalhos do presidente da ANM. Os médicos e professores de Lima (Peru), presentes ao simpósio como conferencistas, têm trabalhado em equipe com Aderbal Sabra, usando o mesmo método de dietas. Nesse evento na ANM, eles demonstraram através de gráficos e estatísticas os avanços na qualidade de vida de seus pacientes autistas, assim como a remissão dessa doença em crianças, na cidade de Lima.

Sabrá alerta: “Hoje, nos EUA, nasce um autista para cada 50 crianças vindas ao mundo. O Brasil vai pelo mesmo caminho, pois temos excesso de cesarianas e, também, erros absurdos cometidos ainda nos berçários. É necessário uma campanha preventiva por parte do Ministério da Saúde. 

Tendo em vista os fatos relatados por Aderbal Sabrá, ele ainda acrescenta outro dado muito preocupante para a sociedade médica: “Hoje, nos EUA, nasce um autista para cada 50 crianças vindas ao mundo, tudo pelo excesso de cesarianas, pelo cuidado exagerado com a higiene dos bebês e, ainda, pelo uso da mamadeira assassina. No Brasil há um número exagerado de cesarianas, motivo pelo qual a criança perde contato com canal de parto. A falta das bactérias do canal de parto retardam a maturação do sistema imune do recém-nascido. Outro fator preocupante é a ausência de um substituto para o leite materno nas situações de retardo da amamentação. Precisamos urgentemente de uma campanha sobre utilização de aminoácidos nos berçários, para serem usados na falta excepcional do leite materno”, conclui Sabrá.

Mamadeira de berçário está entre os principais fatores de desencadeamento da alergia alimentar precoce. Na década de 90, a OMS já combatia o uso de fórmulas de leite de vaca em recém-nascidos.

Jorge Alberto Costa e Silva, presidente da ANM, revelou que na década de 90 – quando presidiu a Organização Mundial da Saúde (OMS) por oito anos, em Genebra, – presenciou o intenso combate ao uso de fórmulas de leite de vaca em recém-nascidos, pois se sabia que era prejudicial à saúde das crianças. Os trabalhos atuais do professor Sabrá mostram que a mamadeira de berçário está entre os principais fatores de desencadeamento da alergia alimentar precoce que, desta forma, pode levar ao autismo.

Revista Nature, em 2015, destacava que o sistema linfático está presente no sistema nervoso central. Essa constatação já havia sido feita por Aderbal Sabrá, desde 2005.

Um artigo da edição de junho de 2015, da renomada revista Nature, a bíblia da ciência, enfatiza que o sistema linfático está presente no sistema nervoso central; constatação que Aderbal Sabrá já fazia desde 2005. Com seu artigo científico na Academia Brasileira de Medicina, o cientista teve seu trabalho reconhecido, justificando a relação entre a alergia alimentar e o Transtorno do Espectro Autista (TEA), ou simplesmente autismo, como é conhecido.

Fonte: Dino