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1 de Junho de 2017

PF vai ao litoral de SC e flagra fraude com químicos e camarão contrabandeado

A PF também indicou que o grupo investigado adulterava o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF)

Quatro dias antes da Operação FUGU, a Polícia Federal já havia deflagrado a Operação Tripoli, que constatou em empresas do litoral catarinense a prática de contrabando de camarões da espécie Pleoticus muelleri, capturados na Argentina, cuja importação está proibida no Brasil desde 2013.

A PF também indicou que o grupo investigado adulterava o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) para dar uma aparência legal ao produto contrabandeado, além de promover adulteração química ilegal de alguns produtos. O nome é uma referência ao tripolifosfato de sódio, que a legislação brasileira permite na água de glaciamento, mas não na composição interna do pescado.

Cerca de 140 policiais federais cumpriram 33 mandados judiciais, sendo 21 de busca e apreensão, 5 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 6 de condução coercitiva, todos expedidos pelo Juízo da 1ª Vara Federal de Joinville. Também participam da ação servidores do Mapa e da Receita Federal.

No total, segundo apurou o G1, dez empresas foram alvos das buscas: seis em Barra Velha, duas em Penha, uma em Balneário Piçarras e uma em Itajaí. Câmaras frias de quatro empresas foram lacradas. Em relação aos mandados de prisão, todos os seis presos foram detidos em Barra Velha. Foram cinco mandados de prisão preventiva e um de temporária. Outros seis mandados de condução coercitiva foram cumpridos: dois em Penha, e um em cada uma destas cidades: Barra Velha Balneário Piçarras, Florianópolis e Balneário Camboriú.

Os investigados, na medida de sua participação, responderão pelos crimes de contrabando (reclusão de 1 a 5 anos), uso indevido de selo ou sinal (reclusão de 2 a 6 anos), de emprego de substância não permitida (reclusão de 1 a 5 anos), dentre outros.

O portal verificou que os suspeitos foram encaminhados para a Delegacia de Polícia Federal de Joinville. “A operação continua. Isso é só uma etapa. No momento estão sendo tomadas o depoimento dessas pessoas”, explicou ao site o delegado-chefe da PF de Joinville, Alexandre de Andrade Silva.

Segundo a PF, tudo teve início com uma fiscalização realizada por servidores do MAPA, em setembro de 2015, nas dependências de uma das empresas envolvidas, em Barra Velha (SC). A Beira Sul Pescados, cuja embalagem aparece na foto acima, é sediada em Barra Velha. Naquela ação, foram apreendidos cerca de 400 kg de camarões contrabandeados.

A PF ainda apurou fraudes no processamento e comercialização de pescados, como a troca do selo do SIF para indicar que o produto havia sido inspecionado. Foi constatado, também, o emprego de tripolifosfato de sódio no próprio camarão.

Crédito da Foto: Polícia Federal

Fonte: Seafood