(15) 3527-1749 - fax: (15) 3527-1749
20 de Fevereiro de 2013

NO PARÁ, CONSUMO DE AÇAÍ ESTÁ RELACIONADO À PREVALÊNCIA DA DOENÇA DE CHAGAS.

www.g1.com

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Publica do Pará (Sespa), 35 novos casos da doença de Chegas foram confirmados em 2012, com um óbito. A secretaria registrou 80% de casos da enfermidade no estado, e o consumo da polpa de açaí, comum entre os paraenses, pode estar relacionado a elevada ocorrência da doença. De acordo com a Sespa, a principal forma de contaminação e oral, ou seja, acontece quando as pessoas consomem alimentos contaminados por insetos (barbeiros) que, por sua vez, estão infectados com o parasita Trypanosoma cruzi. Os sintomas da doença incluem dores de cabeça, mal estar, pernas e braços inchados e coração acelerado.
 
Entretanto, como assinala a Dra. Elenilde Góes, coordenadora do programa de controle da doença de Chagas no Para, “apesar de estar sendo relacionado ao consumo de açaí, deve-se reforçar que o fruto não e o culpado pelos casos. Todo processamento que não conta com a higiene adequada tem o risco de contaminação. Já tivemos surtos com camarão salgado, por exemplo”. A coordenadora orienta que, ao encontrar um barbeiro e importante não tentar pegar o inseto porque ele pode estar contaminado. A pessoa deve usar um saco plástico para pega-lo vivo e leva-lo para o setor de vigilância do município.
 
Em Belém, o barbeiro ja foi encontrado em áreas verdes do bairro de Val-de-Cães e também em casas no bairro do Jurunas. Outros bairros onde foram registrados casos da doença são: Tapanã, Pedreira, Icoaraci, Sacramenta e Guama. De 2006 a 2012 foram registrados no Para 813 casos de doença de Chagas. Os municípios com o maior numero de casos registrados sao:
 
Cidades Número de casos
Belem............................. 171
Abaetetuba..................... 129
Breves............................ 75
Barcarena....................... 57
Ananindeua.................... 34
Igarape Miri................... 29
 
Em suma, portanto, e preciso melhorar bastante no quesito educação, higiene e assistência técnica. Para o caso especifico do acai, alguns especialistas tem recomendado como solução, embora paliativa, o chamado “branqueamento”, ou seja, um beneficiamento aplicado ao fruto para evitar que o mesmo se contamine. “Primeiro e preciso passar o acai por uma peneira, para retirar a sujeita que pode ser vista ate a olho nu. Depois, ele deve passar por três lavagens, seguindo para o banqueamento, ou seja, mergulha-se o açaí em uma solução de hipoclorito de sódio, a uma temperatura de 80º C, por cerca de dez segundos. Em seguida, enxagua-se varias vezes para retirar o cloro, resfria-se e só então processa-se o fruto”, explica Heron Amaral, que comercializa acai em Belem ha 17 anos.
 
Glauce Monteiro, Belém, PA. – www.g1.com