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19 de Novembro de 2014

Entre a fome extrema e a obesidade

FAO e OMS

Quando importar alimentos produzidos industrialmente fica mais barato do que cultivar localmente, “alguma coisa não está a correr bem”, disse a directora-geral da Organização Mundial de Saúde.
Ainda que os números da fome tenham diminuído 21% desde 1992, mais de 800 milhões de pessoas ainda não têm comida. Em 2013, a falta de nutrientes provocava atrasos no crescimento a 161 milhões de crianças com menos de cinco anos e a falta de peso afectava 51 milhões. A subnutrição está associada a quase metade da mortalidade infantil – cerca de 2,8 milhões de crianças por ano. 
Ao contrário, os dados internacionais indicam que a obesidade afecta 500 milhões de pessoas e que 1,5 milhões têm peso a mais, sendo 42 milhões destes menores de cinco anos.
Ministros e funcionários de mais de 170 países comprometeram-se  a lutar contra a malnutrição e aprovaram recomendações para combater a escassez de alimentos, a falta de nutrientes e a obesidade.
Entre as 60 recomendações constantes do “quadro de acção” aprovado em Roma incluem-se o investimento no acesso universal a água potável, o apoio à produção local e a diversificação de culturas.