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7 de Fevereiro de 2018

Como descartar embalagens de carnes?

Dar o destino correto aos resíduos sólidos nem sempre é uma tarefa fácil. Saiba como não errar

Você já deve ter ficado em dúvida sobre a forma correta de descartar embalagens de carnes e outros alimentos semelhantes. O plástico da embalagem deve ir para o ‘lixo reciclável’ ou para o orgânico? As bandejas de poliestireno (mais conhecido como isopor) precisam ser limpas antes de descartar?

O plástico é um dos principais materiais utilizados para embalar carnes e o tempo de decomposição deste material varia entre 100 e 500 anos, dependendo da composição. Alguns tipos de plástico são difíceis de reciclar, mas mesmo assim é recomendado que sejam descartados junto com os recicláveis, segundo o engenheiro químico e coordenador do Comitê Técnico do Instituto Paranaense de Reciclagem (InPAR), Paulo Henrique Quintiliano Moura.

“Antes do descarte, é importante retirar os resíduos dessas embalagens plásticas, inclusive do isopor, para evitar o risco de contaminação dos demais recicláveis, mau cheiro e a atração de animais como ratos e baratas, que podem prejudicar as pessoas que manusearão os materiais durante o processo de reciclagem”, explica. Caso a embalagem esteja muito comprometida, é melhor que seja descartada junto com o lixo comum, que deve ser destinado a aterros sanitários.

Descarte responsável

As embalagens cumprem um importante papel na indústria alimentícia, ao proteger e fracionar os produtos, o que possibilita que sejam armazenados, distribuídos e manuseados. Também evitam o desperdício, facilitam o acesso aos alimentos e trazem informações fundamentais no rótulo, como data de validade, composição e valores nutricionais.

Porém, é fundamental que recebam a destinação correta após o uso, como alerta o presidente do InPAR, Rommel Barion. “Desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos define que todos têm responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e das embalagens. Portanto, empresas, poder público e consumidores precisam contribuir para que os resíduos sejam reciclados ou recebam a destinação final ambientalmente adequada. O conjunto de ações que possibilitam o retorno destes materiais às cadeias produtivas recebe o nome de logística reversa”, detalha.

            Moura destaca que a postura do consumidor final é a que mais influencia o mercado, uma vez que é dele que parte a demanda de consumo. “Quando existe a procura por produtos e embalagens menos prejudiciais, as demais partes buscam se adequar às novas demandas. Isso começa no momento em que o consumidor opta por adquirir produtos mais sustentáveis”, comenta.

Saiba quais os tipos de resíduos sólidos e qual é a destinação ambientalmente adequada para cada tipo:

Resíduos orgânicos: devem ser destinados aos aterros sanitários ou passar por processos de reaproveitamento, como a compostagem.

Resíduos recicláveis: materiais como papel, papelão, vidro, plástico, alguns metais, devem ser separados dos materiais orgânicos e destinados à reciclagem.

Resíduos químicos, tóxicos ou contaminantes: óleo de cozinha, pilhas, lâmpadas, eletrônicos, medicamentos e cosméticos precisam ser descartados em pontos de coleta especiais, que podem ser encontrados em supermercados ou que são disponibilizados por algumas prefeituras, por exemplo.

Fonte: SMARTCOM