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20 de Julho de 2017

Alimento seguro é debatido em Caxias do Sul

Região da Serra é responsável pela produção de mais de 40% dos alimentos que abastecem a Ceasa/RS

A região da Serra é responsável pela produção de mais de 40% dos alimentos que abastecem a Ceasa/RS. A fim de sensibilizar e orientar a cadeia produtiva de frutas e hortaliças sobre a importância da adoção de Boas Práticas Agrícolas, foi realizado em Caxias do Sul, na tarde desta quarta-feira (19/07), o 2º Seminário Regional sobre Alimento Seguro. Promovido pelo Grupo de Trabalho Alimento Seguro, coordenado pela Ceasa/RS, Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR) e Emater/RS-Ascar, o evento reuniu agricultores, técnicos, lideranças institucionais e estudantes, no Parque da Festa da Uva.

O grande desafio é buscarmos alternativas para que possamos reduzir cada vez mais o uso de agrotóxicos, porque todos queremos um alimento seguro. Em conjunto, vamos buscar caminhos e melhorar cada vez mais a oferta de produtos hortifrutigranjeiros, destacou o secretário da SDR, Tarcísio Minetto. 

Para o diretor técnico da Emater/RS, Lino Moura, quando se faz esse tipo de debate e se busca estratégias de avanço e alternativas para o produtor continuar tendo renda, mas produzindo com mais qualidade, com menor contaminação, protegendo o meio ambiente e levando um produto mais seguro para a mesa do consumidor, toda a sociedade ganha, ressaltou.

Representantes de entidades que participam do GT Alimento Seguro (SDR, Ceasa/RS, Embrapa, Crea, Mapa, Seapi, Sebrae, Centro Estadual de Vigilância em Saúde/Secretaria Estadual da Saúde, Fetag e Emater/RS-Ascar) que têm diferentes atuações, desde a Assistência Técnica até a fiscalização, explanaram sobre o papel, atribuições e competências de cada instituição na promoção de alimentos seguros.

Nesse contexto, cabe à Emater/RS-Ascar ministrar cursos de Boas Práticas Agrícolas (BPAs) para os agricultores que fornecem alimentos para a Ceasa, requisito para que possam comercializar e receber a Declaração de Produção e Intenção de Cultivo (DPIC). A Emater tem o papel de fazer esse trabalho educativo, de orientação continuada. E nós estamos priorizando, neste momento, três regiões: Lajeado, Caxias do Sul e Porto Alegre, pois abrangem 97% dos produtores (em torno de 2 mil) que fornecem alimentos para a Ceasa?, ressaltou o assistente técnico estadual da Emater/RS-Ascar em Olericultura, Gervásio Paulus. Na região de Caxias do Sul, os cursos acontecerão a partir de segunda quinzena de setembro.

Conforme o pesquisador da Embrapa, Lucas Garrido, as BPAs são pequenas modificações no processo produtivo. Na prática, incluem o respeito ao período de carência dos agrotóxicos e a aquisição com o receituário agronômico, o uso da tecnologia de aplicação adequada, a utilização de equipamento de proteção individual (EPI), o manejo integrado de pragas e doenças, a destinação correta das sobras e embalagens de agrotóxicos, a higiene na colheita, embalagem e transporte dos alimentos e o registro das operações efetuadas, entre outros. Tudo isso visa reduzir não só a contaminação química, pelos agrotóxicos, mas a contaminação física e principalmente a biológica, que podem afetar a saúde dos consumidores. 


São práticas simples que podem ser aplicadas, muitas não requerem altos investimentos e permitem garantir e melhorar a renda e a competitividade dos agricultores no mercado, atender à exigência dos consumidores e reduzir os danos ao meio ambiente?, completou Paulus. 

Os próximos seminários de sensibilização sobre alimento seguro serão realizados em Viamão (16/08) e Terra de Areia (13/09). Tenho certeza de que no final desse ciclo os produtores olharão com mais cuidado para o alimento recebe esse tratamento, porque assim os consumidores gaúchos vão ter uma segurança alimentar mais rigorosa do que têm hoje, enfatizou o presidente da Ceasa/RS, Ernesto Teixeira.

Fonte: Agrolink