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25 de Maio de 2017

A gordura trans pode ser proibida no Brasil

A proposta de riscar esse nutriente dos alimentos foi analisada por senadores. Agora, deve seguir para a Câmara dos Deputados

Não é de hoje que a gordura trans é apontada como inimiga da saúde — infarto, derrame, diabete, inflamação e falhas na memória são só alguns dos prejuízos que ela pode causar. Aliás, desde 2006 vigora uma lei no Brasil que obriga os fabricantes a indicar no rótulo a quantidade desse componente em alimentos industrializados. O próximo passo, como apontam os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), é banir de vez a vilã.
 
O projeto, de autoria da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), agora vai ser avaliado e votado na Câmara dos Deputados. Se ele passar por todos os trâmites necessário, deve entrar em vigor em um prazo de três anos, o que dá tempo para as empresas se adaptarem à mudança.
 
A gordura saturada, presente em produtos como margarina, sorvetes, pratos congelados, biscoitos e macarrão instantâneo, é formada a partir de óleos vegetais que sofrem um processo de hidrogenação artificial. Ou seja: o hidrogênio é “forçado” para dentro das moléculas de gordura, o que melhora a textura e o gosto e aumenta a vida útil dos alimentos.
 
Essas qualidades faziam da substância um ingrediente comum entre os produtos processados. Anos atrás, quando a pressão para retirá-la dos alimentos aumentou, muitas empresas passaram a apostar no óleo de palma como um substituto. Acontece que ele é composto por gordura saturada, outro item pouco prestigiado pelos nutricionistas. Até por isso, a proposta em discussão inclui medidas que visam estimular o desenvolvimento de tecnologias que dispensem o uso de outras gorduras danosas na manufatura dos alimentos industrializados de forma a substituir a trans.
 
 
Fonte: Idec